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𝐒𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐂𝐨𝐦𝐞ç𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐦 𝐃𝐞𝐬𝐂𝐨𝐧𝐞𝐜𝐭𝐚!

É uma honra fazer parte do programa DesConecta, uma iniciativa realizada pela SWAIFOR | Well-Being & Workplace Safety, sob a liderança da Daniela Lima. Tenho o privilégio de guiar cada um dos participantes numa vivência transformadora que começa com um olhar profundo para dentro de si. 👥 Mais de 50 pessoas decidiram começar setembro focadas no seu próprio crescimento pessoal. Após as férias, é fácil perder o rumo, mas a verdade é que o caminho do autoconhecimento, embora desafiador, é essencial. Tudo começa com a autoliderança – o primeiro passo para qualquer tipo de liderança eficaz. É através da conexão interna que nos fortalecemos, reencontramos a nossa essência e nos alinhamos com a nossa verdade. 📸 No DesConecta, utilizamos ferramentas como a fototerapia para acessar ao inconsciente, traçamos o nosso 𝘳𝘰𝘢𝘥𝘮𝘢𝘱 interno e exploramos o mais íntimo de nós mesmos. A compaixão desempenha um papel crucial neste processo. É ela que permite um olhar mais gentil e acolhedor sobre os nossos caminhos, as nossas escolhas, facilitando o verdadeiro crescimento. O resultado? Respostas que nos orientam para seguir em frente e, muitas vezes, para encontrar o caminho certo. ⏳ Gestão de tempo é um dos maiores pilares da minha vida, e é um tema central nas conduções que faço. Nas vidas alucinantes em que vivemos, encontrar tempo para nós, nas nossas agendas preenchidas é essencial. Este programa oferece ferramentas práticas, ações concretas e uma nova consciência de que somos os verdadeiros condutores do tempo e da direção das nossas vidas. É e por isso que este trabalho me toca tão profundamente. 💡 Não estou apenas presente; estou de corpo e alma em cada sessão, porque é simplesmente inspirador ver a resistência inicial dar lugar ao brilho nos olhos, às emoções emergindo e à transformação a acontecer. No final, ouvir coisas como:“Obrigado por este momento, eu precisava me reencontrar.”“A sua autenticidade conduziu o processo de maneira que me levou ao mais profundo de mim.”“Relembraste-me de quem eu sou e quero ser.”“Relembrei-me das minhas prioridades, obrigado.”“Finalmente vi o que eu estava relutante em ver.” Estes feedbacks não alimentam o ego, fortalecem sim, a minha humildade e gratidão. Grata pela oportunidade de vivenciar estes momentos e de deixar um pouco de mim em cada um dos participantes. 🤝 Se achas que o DesConecta não é apenas mais um programa e acreditas que a tua empresa ou equipa pode beneficiar desta jornada transformadora, entra em contato. Cada grupo é um grupo com necessidades especificas e isso é algo em que o programa se diferencia. 🙏 Obrigado, SWAIFOR | Well-Being & Workplace Safety, Daniela Lima e Liliana Pitacho, por esta parceria enriquecedora.

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Sombra do Medo

Hoje, dia 1 de Maio, dia em que se celebra o dia do trabalhador, achei que faria sentido partilhar convosco aquilo que vai além do profissional, que faria sentido partilhar sobre a pessoa, aquela que traz consigo todas as esferas da sua vida. Vou partilhar convosco muito do que ouço, sinto e faço usando muito da experiência pessoal ao longo do meu percurso. Ao longo do tempo,➡️ foi-me dito que as mulheres teriam um esforço adicional para subirem nas organizações, teriam de lutar muito, teriam de se masculinizar ou usar dos seus dotes femininos.Ouvi, estive atenta, mas usei sempre algumas ferramentas como ser uma boa ouvinte, estar atenta, disponibilizar para aprender e fazer a diferença. ➡️ foi-me dito que mulher que chora é fraca, que tem demasiadas emoções que por vezes perde a objectividade.Usei contra tudo o que se podia esperar, a minha empatia, a minha conexão, a capacidade de entender o outro, a capacidade de ver além, a autencidade e a verdade e sim a capacidade de me sintonizar com as emoções dos outros. ➡️ foi-me dito que a mulher devia estar em casa a tomar conta dos filhos, do marido mesmo quando sai tarde e cansada às 21h, 22h… Quando vai trabalhar ao sábado ouve por vezes que o seu lugar devia ser junto aos filhos.Sempre dei o máximo em todos os papeis acreditando que uma mãe frustada poderia causar mais estragos do que uma mãe que luta pelo que quer. Que, como exemplo, mostrar que é possível fazer acontecer, que lutar pelo que acreditamos é dos maiores legados que podemos deixar, e ter pessoas ao nosso lado que nos apoiam é realmente o melhor aliado à nossa vontade e querer. ➡️ foi-me dito que devia tirar um curso e ficar para sempre no mesmo emprego.Sempre fui uma pessoa fiel e continuo a sê-lo, mas a fidelidade não significa morrer no mesmo lugar, significar respeitar com a mesma integridade com que entramos, a mesma integridade com que saímos. Verdade e autenticidade, isso nunca nos tirará os valores mais essenciais.Nunca deixei de estudar, acredito verdadeiramente que é um bem maior, o meu maior investimento, além dos meus filhos, foi no conhecimento, acredito que estudar diversos temas nos permite sermos melhores pessoas. Sermos mais abrangentes, mais compassivos, melhores pessoas não nos fixarmos numa verdade absoluta e sim olhar para o mundo e as pessoas numa perspectiva integral.Sim, oiço muitos “sempre a estudar Vanda”, sim porque acredito que as pessoas estão em constante evolucão. Mas depois de tanto acharmos no alto das nossas verdades, será que alguém sabe,– o quanto se sofre?– o quanto se trabalha?– o quanto se estuda?– o quanto se luta?– o quanto se coloca em causa?– o quanto se é auto-critico? Sim, será que alguém realmente tem noção do que significa manter os nossos valores, neste mundo “agitado, meio louco, veloz”, em tudo o que se faz? O que se luta para crescer profissionalmente enquanto nos mantemos uma mãe presente, uma esposa atenta, uma liderança preocupada, atenta, inovadora, uma amiga, uma filha? O malabarismo de nos mantermos equilibrados em todas as responsabilidades, as festas da escola, a ida ao parque, os dias especiais e os menos especiais, o amparar aquele choro, aquela birra. E todos os restantes papeis?O ser a pessoa que não deixa cair, a que tenta encontrar soluções para todos, mesmo quando a solução é aquela que ninguém quer ouvir ou que ninguém deseja.E tanto mais… E a mulher que grita dentro de si? Para não deixar de existir no meio da azáfama de tantos papeis que tem de desempenhar, sim porque antes de ser mãe, profissional, filha, esposa, líder, já era pessoa com necessidades individuais. Além de tudo existe a pessoa, a que sente, a que se realiza mas que também sofre de exaustão, a que tem confiança em si mas que ao mesmo tempo se desvaloriza, aquela que sabe que nunca deixa nada ao acaso mas que continua a achar que devia fazer mais, aquela que sabe do que é capaz mas que nunca pára de estudar, aquela que se acha bonita mas no minuto seguinte coloca tudo em causa.Aquela que se mantém firme e hirta pelas causas pelas pessoas mas que no escuro da noite percebe que não é a Super Mulher que extenuada, cansada, se reenergiza no silêncio. Aquela que nem sabendo como chega a cama se levanta e abraça mais um dia, uns dias, de sorriso no rosto e outros exausta.Aquela que tem os sonhos dentro de si mas que por vezes deixa de os ver e sentir pela sombra do medo.Aquela que nunca desiste num novo amanhecer. São assim as pessoas, sou assim essa pessoa, aquela que é forte, que encoraja, que motiva, que acredita no potencial do outro, que nunca pára de aprender, que adora ensinar, que acredita num bem maior de valores bem vincados que acredita em si e no momento seguinte, que também tem dúvidas que também é vulnerável, que tem medo, que desconfia da bondade alheia porque a vida nem sempre foi fácil, e se não foi… Mas é assim que me apresento aos que comigo, convivem, trabalham, porque acredito que as empresas precisam de pessoas reais. Se sempre foi assim? Nem sempre. Pessoas que mesmo não sendo perfeitas, vão com tudo, com o melhor, com o menos bom, mas que se erguem, que têm valores e todos os dias sabem que são uma oportunidade de serem melhores do que ontem. Mas o caminho de aprendizagem que decido trilhar todos os dias de auto-compaixão comigo e com os outros permite-me ir evoluindo e a evolução passa muitas vezes por abraçar a luz e a sombra do meu ser e quanto mais o fazemos mais preparados estamos para entender os outros e trabalhar com os outros. E esse é o verdadeiro caminho o de Fazer Acontecer o de Acreditar que é Possível, de que existe sempre uma solução e uma aprendizagem mesmo que não seja aquilo que esperávamos, que é preciso reconhecer os limites e

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Porquê o Vanda Santos, a Liderança e a Compaixão

A “Vanda Santos – Compaixão” nasceu com o propósito de dar uma casa ao trabalho desenvolvido desde há quase 15 anos. Mais do que uma marca, a vontade é que esta fosse a marca que refletisse quem sou, aquilo em que eu acredito – e que todas as pessoas que já passaram pelo meu percurso também acreditaram e beneficiaram – e que refletisse também todo o trabalho que desenvolvemos juntos. Esta é também uma jornada pessoal. Compaixão é o pragmatismo do que precisamos na vida e nas organizações. Cada vez mais sabemos que a compaixão não é uma utopia, não é um cliché, e muito menos uma vertente romântica da vida. E eu sei disso pois eu estou lá há mais de 22 anos. Com esse pilar tem sido possível resolver conflitos, dar feedbacks construtivos, criar equipas sólidas, reconstruir e inovar a partir do zero. Compaixão – na sua forma mais simples – é o movimento a seguir à empatia, que é um conceito já bastante difundido e que significa “entender o que se passa do outro lado”. Dito de outra forma, eu, além de entender, sinto. Mas a compaixão é mais do que isso. Além de entender, eu sinto, e motivo-me para ajudar o outro. Nos processos de liderança pessoal, de carreira ou até mesmo na dinamização de formações e retiros, é essencial promover um ambiente acolhedor e compassivo para promover um crescimento pessoal e profissional sólido. Desenvolve-se a resiliência perante desafios e a abordagem mais construtiva perante erros e fracassos. Além disso, o maior desafio é a auto-liderança versus a auto-compaixão, tão necessário num processo de crescimento contínuo. Quando falamos em liderança – e, naturalmente, em desempenho – a compaixão emerge como um catalisador para o sucesso organizacional. Líderes que cultivam a compaixão, cultivam um ambiente que promove o envolvimento das pessoas, a resolução construtiva de conflitos e impulsiona a inovação. Ao dar verdadeira importância ao bem-estar as empresas prosperam, não apenas a curto prazo, mas também constroem uma imagem sólida, conquistando a preferência dos clientes. Compaixão, mais que uma virtude moral, é uma estratégia essencial para a eficácia e sustentabilidade das organizações a longo prazo. Na essência da vida, percebemos que a liderança começa internamente; liderar a nós mesmos é a chave para prosperar e crescer em todas as áreas. Nesse percurso, a compaixão emerge como um aliado vital, pois quando nutrimos a empatia e o cuidado por nós mesmos, fortalecemos o alicerce para uma liderança autêntica, gerando impacto não apenas nas nossas carreiras, mas em toda a jornada de vida.